“Um caminho para oportunidades justas” foi o mote para a abordagem do tema dos estereótipos de género

 

No âmbito do projeto PPES, e como forma de abordar o tema dos estereótipos de género, a turma 12ºF, da escola secundária Padre Benjamim Salgado, teve a oportunidade de participar, via Microsoft Teams, numa palestra dinamizada pela doutora Inês Renda, representante da Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres.


No dia 4 de março de 2021, numa aula de Geografia C, a turma F do 12º ano, do curso de Línguas e Humanidades, recebeu um membro pertencente à Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres, sendo esta uma associação informal de caráter social, cultural e humanista, sem fins lucrativos, criada em 2004, cujos objetivos se baseiam em promover a igualdade de oportunidades entre mulheres e homens, assim como defender os direitos das primeiras.

A conferência abordou a temática subjacente a outras atividades desenvolvidas outrora nas restantes disciplinas, nomeadamente “a desigualdade de género”, onde foram abordados os estereótipos, preconceitos e discriminação presentes na sociedade atual. Assim, a principal finalidade deste compromisso foi, além de proporcionar uma oportunidade de interação entre os participantes, promover uma maior consciencialização acerca deste tema tão imperioso.

Com efeito, inicialmente, pelo meio da colaboração dos alunos, foi concretizado um diapositivo relacionado com os ideais pré-concebidos face a ser-se mulher ou homem. Neste sentido, foram retiradas conclusões acerca do modo como as ideias formuladas definem o futuro do ser humano. Na mesma linha, foram abordadas as consequências de tal situação, nomeadamente, a diferenciação salarial, que afeta particularmente o sexo feminino. Na prática, foi possível constatar que “a percentagem de raparigas diplomadas em TIC, em 2019, era apenas de 21,3%” e, ainda, “72% das mulheres nesta área já foram ignoradas nas suas opiniões e comentários, até que um homem dissesse o mesmo, pelo menos uma vez.”. De seguida, a convidada abordou as repercussões provocadas pela conjuntura que vigora, atendendo à situação pandémica. Por fim, de forma a concluir o seu comparecimento, esta referiu, com o intuito de consciencializar os presentes, soluções e medidas para combater esta disparidade que está longe de terminar, sendo que os participantes demonstraram ter conhecimento acerca desta realidade e da importância e urgência em mudá-la. De facto, foi precisamente deste modo que a sessão terminou, com uma discussão lançada pela questão “o que podemos fazer para mudar esta realidade?”, onde foram apresentadas respostas como a aposta em fiscalização e punições para empresas e identidades que prejudiquem mulheres pelo simples facto de serem mulheres. Outra proposta foi a defesa de uma aposta num modelo educacional “neutro” em termos de género, pois os educandos acreditam que a educação é a base para a mudança de mentalidades e, consequentemente, de comportamentos discriminatórios.

De uma forma geral, a reunião correspondeu às expetativas do público e teve um balanço positivo por parte das organizadoras, a professora Cristina Santos e a doutora Inês Renda. Por fim, a turma agradece, novamente, de forma genuína, a disponibilidade e abertura da convidada.

 

 


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